Impactos da pandemia no segmento alimentício

É fato que a pandemia do Covid-19 provocou grandes mudanças na sociedade como um todo, influenciando em diversos segmentos. Com a exigência do distanciamento social, alguns setores foram pausados, mas a indústria alimentícia, por outro lado, continuou produzindo, manipulando, preparando e comercializando milhares de toneladas de alimentos todos os dias. Por ser uma atividade essencial, ainda que não tenha sido pausado, esse segmento sofreu diferentes impactos pela pandemia do Covid-19. Quer saber quais foram eles? Então não deixe de ler o post de hoje.


Como era o controle de qualidade antes da pandemia?


Todas as atividades econômicas ligadas ao setor alimentício, desde grandes indústrias até o pequeno produtor, já seguiam leis, normas e diretrizes para regular todos os processos a fim de entregar um alimento seguro para o consumidor.


Antes da pandemia também já existia um documento de Boas Práticas destinado aos serviços de alimentação para garantir as condições de higiene durante a preparação dos alimentos. As Boas Práticas devem ser adotadas para garantir a segurança e qualidade dos produtos, ao mesmo tempo que atende a legislação sanitária. Sendo assim, a não conformidade resulta em penalidades e até mesmo suspensão das atividades da empresa.

O Covid-19 impactou reforçando os cuidados com os processos que já eram exigidos anteriormente, aumentando ainda mais a segurança e conformidade dos alimentos, desde sua fabricação, passando pelas empacotadoras, até a entrega.


Quais foram os impactos da pandemia do Covid-19 no segmento de alimentos?


O novo Coronavírus pode ser transmitido por pessoas assintomáticas e também por meio de superfícies, sendo muito fácil de ser disseminado como vimos. Sendo assim, para a indústria alimentícia e os serviços desse segmento, isso significa que os contágios poderiam refletir em uma ameaça em toda a oferta. Afinal, colaboradores exercem funções lado a lado dentro da fábrica, as máquinas industriais são manuseadas por pessoas e é claro, o próprio entregador pode transmitir pela embalagem do alimento. Sendo assim, os cuidados, que já eram muitos, foram triplicados principalmente quando falamos de limpeza e conscientização.


Ainda que o setor de alimentos tenha se mantido relativamente estável, algumas mudanças surgiram. Com o distanciamento social, as pessoas ficam mais em casa e consequentemente mudam a maneira como consomem os alimentos. Existem dados que mostram o aumento das compras realizadas pela internet, não apenas de cosméticos ou itens de limpeza, mas também de alimentos. Sendo assim, essa é uma tendência que está sendo observada em todo o mundo e é uma ótima maneira de sair na frente dos concorrentes, oferecendo produtos mais duráveis e bem embalados.


É importante deixar claro que, por mais que a venda em pontos físicos tenha diminuído, o consumo geral não caiu, como em outros segmentos. Inclusive, as pessoas estão comprando cada vez mais pela internet, favorecendo muitas empresas de alimentos. Contudo, como falamos, é essencial que seus produtos sejam bem embalados o mostrem para o cliente toda a segurança que promovem. Por isso, ter empacotadoras de qualidade é uma ótima maneira de se diferenciar dos demais e ainda oferecer segurança para os alimentos que produz.


Qual é o futuro do consumo de alimentos?


Ainda que não seja possível prever o que irá acontecer no mundo depois da pandemia, é possível observar estudos e pesquisas para assim investir em novas tendências de mercado.

É fato que as pessoas se tornaram mais conscientes sobre questões socioambientais, assim como a higienização dos alimentos e estabelecimentos. Um costume muito comum no Japão, que está sendo introduzido somente agora no Brasil, é a disponibilização de álcool em gel em todos os locais. Quando falamos de alimentos então, uma tendência crescente para o setor é a alta procura e obviamente, maior produção e comercialização de alimentos orgânicos ou de origem cada vez mais natural. Ou seja, alimentos menos industrializados serão a exigência dos consumidores, a fim de auxiliar de alguma maneira o meio ambiente e a sociedade.


Além disso, a principal preocupação antes da pandemia em serviços, como bares e restaurantes, era a higienização da cozinha. Contudo, com a pandemia a percepção de que todas as pessoas que têm contato com o alimento, desde a fabricação até a entrega, podem promover riscos. Sendo assim, o hábito de higienização se tornou ainda mais frequente e exigido, tanto pelas indústrias, quanto pelo consumidor final.


Por fim, com o aumento do consumo alimentício, visto que as pessoas estão ficando mais em casa, as empresas precisam treinar suas equipes para que com máquinas industriais e ferramentas adequadas possam automatizar os processos e padronizá-los. Com esse investimento em tecnologia, o retorno será maximizado, garantindo melhor saúde financeira para a empresa.


Portanto, por ser o segundo maior exportador de alimentos industrializados do mundo, o Brasil precisa adaptar-se e continuar seguindo todas as exigências que surgiram, mesmo com o passar da pandemia. Com isso, o setor de alimentos poderá se desenvolver ainda mais tanto de maneira interna quanto no exterior.




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